Friday, April 21, 2006

Marcas brancas permitem poupar até 9 cêntimos por litro de gasóleo


Depois de tantos aumentos no preço dos combustíveis, saiba que ainda pode poupar uns trocos ao abastecer o depósito. A Agência Financeira comparou marcas, gasolineiras e preços e revela-lhe quais são as mais vantajosas!
Além das três principais petrolíferas do país, Galp, Repsol e BP, cujos preços são geralmente os mais noticiados, existem muitas bombas em que os preços são mais baixos. A diferença é ainda mais acentuada quando falamos nas marcas brancas, onde no caso do gasóleo o preço por litro está abaixo da barreira psicológica de um euro.
O grupo mundial de distribuição, Carrefour, tem actualmente três postos de abastecimento, em Braga, Gaia e Montijo, onde os preços são «apelativos» para os consumidores. Em Braga, cada litro de gasóleo custa actualmente 0,97 euros, enquanto a gasolina sem chumbo de 95 octanas está fixada em 1,19 euros e a gasolina 98 em 1,25 euros.
Em Gaia, o preço diminui em 0,1 cêntimo no caso do gasóleo, ao custar 0,96 euros. Quanto mais descemos no país, mais o Carrefour reduz os preços dos combustíveis, já que no Montijo é possível poupar ainda mais e abastecer um automóvel a gasóleo por 0,94 euros por cada litro.
A redução do preço nos combustíveis está muitas vezes, também, associada às grandes superfícies comerciais. Exemplo é o Grupo Mosqueteiros, Intermarché e Ecomarché, onde a concorrência também existe. O grupo pretende manter o desconto de 5 cêntimos por litro de combustível, em relação à média dos preços do mercado, a que pode somar um maior desconto se tiver cartão de cliente de uma das lojas.
A E.leclerc é uma das marcas já conhecida de quem procura abastecer o automóvel com o menor custo possível. A empresa tem cerca de 12 lojas espalhadas pelo país, onde os preços oscilam entre os três e os quatro cêntimos mais baratos que a média do mercado. Nas Caldas da Rainha, independentemente de realizar compras na unidade de distribuição adjacente, o gasóleo está a 0,98 euros, a gasolina sem chumbo 95 a 1,22 euros e a gasolina 1,28 euros.
O Jumbo possui, actualmente, um único posto de abastecimento de combustível, localizado em Aveiro, mas nem por isso os preços são menos competitivos no mercado nacional de gasolineiras. Por cada litro de gasóleo paga-se 0,98 euros, gasolina 95 custa 1,22 euros e a gasolina 98 está a 1,28 euros.

Nota:os preços estão desactualizados pois a noticia já tem alguns meses, mas o conceito mantêm se.

Thursday, April 20, 2006

Alguém me arranja uma cunha na GALP???



Era a manchete do Expresso de Sábado ....
A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de parasitas e toca de
incompetentes.
Veja-se:
Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma
indemnização de 290.000 euros, em 2004.
Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a
REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...
O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com
28 anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais.
Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por
6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70
meses de ordenado.
Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário, 8.000
euros/mês.
A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe
oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída).
Pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO
para a GALP.
Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de
vida igual a 70 meses de ordenado.
Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração um cargo
não executivo, era remunerado de forma simbólica: três mil euros por
mês, pelas presenças.
Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de
10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
Outros exemplos avulsos:
Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a a área financeira a
10.000 euros por mês; a especialista em Finanças que foi para
Marketing por 9.800 euros/mês...
Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros
e os vogais 17.500.
Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000
euros mensais.
A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos
que ocupam, à vez, a cadeira do poder.
É claro que esta atitude, émula do clássico "é fartar, vilanagem", só
funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo.
Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de
cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque
metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e, a
outra metade, para o Governo.
Assim, este dream team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um
bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de
militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...

A triste sina dos combustíveis.


Quando me dirijo a um posto de abastecimento da Galp o que acontece na prática é que pago: o petróleo, o Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISPP), o IVA, a inflação, lucro “anormal oligopolista” da Galp e o lucro do concessionário, ora sendo assim estou a pagar dois impostos directos (IVA;ISPP) e dois impostos indirectos (lucro “anormal oligopolista” da Galp; inflação), vamos lá a ver então se nos entendemos, é que eu não estou para pagar o enriquecimento da Galp e seus accionistas (incluíndo o Estado) à custa de sacrifícios de todos nós. De notar que no primeiro trimestre de 2005 esta empresa quintuplicou os seus lucros e atenção que estamos em período de recessão... A Galp é em parte uma empresa para a qual todos os portugueses pagaram impostos para serem justamente servidos, portanto não temos que pagar os lucros extraordinários de um mercado em que o Estado faz parte ele próprio de um cartel que visa unicamente, numa lógica de ineficiência económica, lesar os interesses da procura, que perante este bem não tem justas alternativas. Não basta já o despotismo económico praticado por esses srs. do grande cartel que é a OPEP.
*
Para aqueles que tal como eu aspiravam à liberalização do sector dos combustíveis e observavam nisso uma mais valia económica de justiça a todos os níveis, principalmente no preço final pago pelo consumidor, é notório o quão nefasta essa medida se tornou. Contudo mantenho a minha firme convicção, penso que sempre que possível e independentemente do sector nunca devem os preços ser estabelecidos administrativamente, mas sim pela lei da oferta e da procura até se encontrar um preço de equilíbrio que a todos eficientemente satisfaça. Pois bem, não digo isto de ânimo leve ou por romântismo idílico; primeiro, não sou obrigado a pagar a má administração de empresas públicas, os seus prejuízos e seus baixos níveis de eficiência no mercado; em segundo, tenho plena consciência que estamos perante um sector que actua eminentemente em regime de oligopólio (quando existe um número restrito de empresas que controla a maior parte do mercado de determinado bem), que controla verticalmente a produção e horizontalmente a distribuição, que apresenta do lado da oferta uma relação quantidade-preço muito elástica (ou seja, a mesma quantidade a qualquer nível de preço vender-se-à sempre) e do lado da procura o inverso, i.e., inelasticidade (tenderá a diminuir pouco o consumo, mesmo com a subida de preços), por outro lado não se nota por sua vez neste bem o efeito de rendimento (com a diminuição dos recursos financeiros as mesmas quantidades vão ser procuradas), nem tão pouco o efeito de substituição (procura de um bem substituto a este recurso) e a eventual procura por um sucedâneo. Neste contexto económico é decerto apelativo porque fácil ou vice-versa, falsear a concorrência ou recorrer a práticas restritivas da mesma, como o abuso de posição dominante ou abuso de dependência económica.
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Deixando então os argumentos económicos passemos aos jurídicos. Muito embora estejamos ainda com algumas lacunas em sede de dto. da concorrência, a verdade é que a legislação comunitária já nos deu o “impulso legiferante” que tanto precisávamos, sendo certo porém que há um longo caminho a percorrer. Entre os diplomas legais mais importantes destacaria a Lei 10/2003 que cria a Autoridade da Concorrência(AC), a Lei 18/2003 que aprova o regime da concorrência e o modo de actuar da AC, os artigos 81.º e 82.º do Tratado CE e o Regulamento (CE) n.º1/2003 relativo à execução das regras de concorrência estabelecidas nos artigos 81.º e 82.º do Tratado. É à AC que vou dedicar mais atenção, pois não obstante acreditar no liberalismo económico que se vive, sei porém que o mercado por si só cria desigualdades que não consegue de per si suprir, pois é nesses casos que propugno a intervenção do Estado enquanto entidade reguladora (indirecta) e fomentadora de novo equilíbrio que a todos satisfaça; imaginemos um árbitro numa partida de futebol (não de futebol português, claro!), este terá que ser observador, diligente e interventivo no estritamente necessário, umas vezes chamando a atenção, outras vezes sancionando as atitudes incorrectas, outras ainda beneficiando o prejudicado (por imperativo do caso em apreço, o consumidor). Por outro lado deve fazê-lo discretamente de forma indirecta através de enquadramento legal e de organismos autónomos com poder sancionatório (caso da AC). Bem sei que a legislação é escassa e com lacunas e que por vezes é difícil provar as práticas de cartel, fáceis de camuflar, mas bolas, ao menos uma explicação pública do fenómeno só para mostrar que Governo e AC estão ambos atentos à situação e prontos a intervir caso seja imperativo. Por tudo isto urge encontrar uma solução, que, a meu ver, passa pela melhor regulamentação e enquadramento legal, tal como uma actuação mais eficaz e articulada das entidades competentes, já temos a base, vamos trabalhar!
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Para quem há pouco tempo me dizia: “...mas o Governo já nada pode fazer, pois já não controla o sector”; ao que eu respondi: “o Fernando Gomes foi nomeado para quê? e o Armando Vara?”. Ao que parece a Galp Energia que detém a maior cota do nosso mercado petrolífero, é uma holding controlada pelo Estado Português - 29,26%, ENI- 33,34%, REN- 18,3%, EDP - 14,27%, Iberdrola - 4%, Parpública - 0,75%, Portgás - 0,04% e Setgás - 0,04%, o que perfaz um total de 47.56% em conjunto com a REN que também é controlada pelo Estado (e já excluindo a EDP!), portanto temos que, o Estado controla de forma indirecta os preços dos combustíveis. Bem sei que é complicado “mexer” em empresas deste género principalmente quando cotadas em bolsa, mas a verdade é que se a Galp baixasse os seus preços, por “arrasto” todas as outras gasolineiras (principalmente a gigante Repsol) o fariam. Por outro lado seria impensável ver o Governo ameaçar as petrolíferas com um possível imposto ao lucro como medida equilibradora do mercado, pois na prática teríamos o Estado a penalizar o seu sector empresarial o que equivalia a “cortar os seus próprios pés”, ainda noutro prisma também não imagino a vergonha de a AC multar o Estado; apesar de esta entidade ser tutelada pelo Governo e seus órgãos nomeados em Conselho de Ministros, não duvido da idoneidade e competência das pessoas em questão.
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Neste contexto agouro que muitos postos de combustível em Portugal junto à fronteira vão encerrar, talvez aí a Galp se lembre que terá que recuar na sua política unilateral de fixação de preços, já que pelos vistos não podemos contar com a Autoridade da Concorrência para pôr ordem no mercado, seja por inoperância ou falta de meios legais, seja por momentânea pressão governamental.
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Mas de uma coisa estou eu certo, podemos continuar a pedir responsabilidades ao Governo nesta questão, pois este método jurídico-burocrático de encher os bolsos e sair de cara lavada perante a opinião pública, pelo menos para mim não cola!
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Abraço ao leitor e peço desculpa pelo interregno forçado por imperativos académicos;


retirado do blog:http://principiodocontraditorio.blogspot.com/2005/09/triste-sina-dos-combustveis.html

Galp aumenta combustíveis...


Gasolinas sobem 2 cêntimos e gasóleo 1 cêntimo por litro


A Galp Energia aumentou hoje em 2 cêntimos o preço do litro das gasolinas e em 1 cêntimo o preço do litro dos gasóleos, devido aos aumentos dos preços do petróleo nos mercados internacionais, informou a empresa.

Galp com lucro recorde e preparada para a bolsa




A Galp Energia obteve, no ano passado, o maior lucro de sempre da sua história. O resultado líquido cifrou-se em 442 milhões de euros e a empresa está bem posicionada para proceder à sua privatização, isto é, está em condições para admissão em bolsa.
A percentagem a ser admitida em bolsa não é conhecida, na medida em que é um assunto da responsabilidade do accionista Estado. No entanto, tudo leva a crer que a oferta pública inicial poderá ter lugar ainda no próximo ano.
Os seus responsáveis não acreditam que as actuais ofertas públicas de aquisição possam atrasar o processo da petrolífera. Os problemas e as incertezas que se colocam não são os mesmos. Os resultados da Galp contribuíram para a possibilidade de o grupo entrar em bolsa.
O lucro cresceu 33% face ao exercício anterior, enquanto o volume de negócios também alcançou o nível recorde de 11,1 mil milhões de euros. Mantém-se assim o grupo com o maior volume de negócios a nível nacional. O EBITDA aumentou 9%, para um total de 907 milhões de euros. O investimento anual foi de 333 milhões de euros.
Para este bom resultado terão sido decisivos alguns aspectos, como o aumento das cotações dos produtos no âmbito internacional, o bom comportamento operacional das refinarias de Sines e de Leixões e o aumento no consumo de gás natural. Também a área da distribuição registou uma performance acima das expectativas. E, mesmo assim, a conjuntura económica não foi a mais favorável.

Lucro da Galp aumenta 80%com alta do petróleo


A Galp Energia atingiu um lucro de 399 milhões de euros de Janeiro até Setembro, o que representa um aumento de 80% face a igual período do ano passado, devido à conjuntura "favorável" dos mercados internacionais do petróleo e do gás, bem como aos proveitos da venda da Portgás.No comunicado ontem divulgado, a empresa atribui crescimento dos lucros a cinco motivos à subida de 37% nas margens de refinação; à exportação de 370 mil toneladas de gasolina para os EUA, graças ao aumento de 7% da actividade nas refinarias do Porto e Sines; ao aumento de 54% na cotação do petróleo extraído dos poços de Angola de que a Galp é co-proprietária; ao aumento de 10% nas vendas de gás natural; e à mais valia com a venda da Portgás.A Galp assinala que os primeiros nove meses do ano foram marcados por "dificuldades acrescidas", com o mercado dos combustíveis a registar em Portugal, pela primeira vez em 20 anos, uma quebra (de 3%) na procura.Com a "pressão da competitividade", a Galp garante que "não tem reflectido no preço ao consumidor a totalidade da subida dos preços internacionais, repercutindo apenas uma parte desse aumento", embora não o quantifique.